Bolsas européias caem com perdas em bancos; asiáticas sobem com decisão do Fed

As Bolsas européias operam em baixa, depois de terem aberto com ganhos nesta quarta-feira. Os papéis do setor bancário puxam os mercados para baixo, com a notícia de que o francês BNP Paribas teve prejuízos em sua divisão de investimentos. Na Ásia e região, os mercados acionários tiveram leve alta, refletindo o otimismo dos investidores com a decisão do Federal Reserve (Fed, o BC americano) de ontem, de reduzir sua taxa de juros de 1% para uma margem entre zero e 0,25%.
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Às 7h33 (em Brasília), a Bolsa de Londres estava em baixa de 1,44% no índice FTSE 100, indo para 4.245,11 pontos; a Bolsa de Paris caía 1,82% no índice CAC 40, indo para 3.192,50 pontos; a Bolsa de Frankfurt tinha baixa de 1,57% no índice DAX, operando com 4.655,87 pontos; a Bolsa de Amsterdã tinha baixa de 1,49% no índice AEX General, que estava com 244,55 pontos; a Bolsa de Zurique estava em baixa de 0,87%, com 5.518,70 pontos no índice Swiss Market; e a Bolsa de Milão tinha baixa de 0,96% no índice MIBTel, que ia para 14.919 pontos.
Mais cedo, o índice FTSEurofirst 300 --que reúne ações das principais empresas européias-- chegou a cair 0,2%, para 832,97 pontos, mas a perda chegou a levar o indicador para 830,05 pontos.
Segundo o BNP Paribas, a divisão de banco de investimentos teve um prejuízo de US$ 994,8 milhões entre janeiro e novembro. As ações do BNP caíam 13%. As ações do Deutsche Bank caíam 7% e as do HSBC tinham perda de 4%, depois de registrarem ganhos nos primeiros negócios do dia.
Ontem, o setor bancário teve bom desempenho, depois que o banco americano Goldman Sachs divulgou seus resultados: o banco teve seu primeiro prejuízo trimestral desde quando lançou ações em Bolsa de Valores, em 1999.
A perda foi de US$ 2,12 bilhões no quarto trimestre do exercício fiscal de 2008 (encerrado no final de novembro). A perda por ação atingiu US$ 4,97, muito acima do previsto por analistas, que estimam prejuízo de US$ 3,50 por ação para o período. A expectativa dos investidores era de um prejuízo ainda maior, no entanto.
Os investidores europeus não se animaram muito com a decisão do Fed. Na nota divulgada após a decisão, o Fed informou que as condições do mercado de trabalho "se deterioraram", e os gastos do consumidor, investimentos das empresas e produção industrial declinaram. "Os mercados financeiros permanecem bastante pressionados e as condições de crédito estritas. No geral, o panorama da atividade econômica se enfraqueceu ainda mais", diz o documento.
"O Federal Reserve vai empregar todas as ferramentas disponíveis para promover a retomada do crescimento econômico sustentável e preservar a estabilidade de preços. Em particular, o comitê antecipa que as condições fracas da economia provavelmente apresentarão baixos níveis nos fundos federais por algum tempo", informou o banco.
Ásia e região
O corte dos juros do Fed trouxe algum ânimo aos investidores na Ásia e região. A Bolsa de Tóquio subiu 0,52%; em Hong Kong, a alta do indicador Hang Seng foi de 2,18%; o ASX, da Bolsa de Sydney (Austrália), subiu 0,46%; o Kospi, da Bolsa de Seul (Coréia do Sul), subiu 0,71%; e na Bolsa de Xangai (China), o índice Shanghai Composite teve ligeira variação positiva de 0,09%.
"Isso [a redução dos juros nos EUA] abre a porta para mais cortes na Ásia. Todos se voltam para o Banco do Japão, que pode se sentir obrigado a reduzir seus juros em um gesto simbólico", afirmou o analista David Cohen, da Asian Economics. "O Fed confirmou a desaceleração da economia americana. Uma situação semelhante ocorre na Ásia."
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