Gravadoras americanas param de perseguir quem baixa música na internet

A federação das gravadoras dos Estados Unidos (RIAA, sigla em inglês) anunciou nesta sexta-feira que desistiu de perseguir as pessoas que baixam música ilegalmente na Internet. De acordo com a entidade, cabe aos provedores adotar medidas contra a pirataria.
Juan Medina (SPAIN)/REUTERS
Alex Kapranos, do Franz Ferdinand: banda disponibilizou música para download
A RIAA, que desde 2003 já acusou cerca de 35 mil pessoas por baixar músicas sem autorização na Web, revelou que trabalha em uma nova estratégia, com o secretário de Justiça do estado de Nova York, Andrew Cuomo, e com os principais provedores de acesso à Internet.
A entidade afirma que já obteve um acordo de princípios com vários provedores sobre um plano para defender os direitos autorais, que prevê advertências e até o fechamento da conta do usuário reincidente.
A associação de defesa dos internautas Electronic Frontier Foundation (EEF) saudou a decisão da RIAA de suspender sua perseguição.
Segundo a EEF, 5 bilhões de músicas são baixadas mensalmente no mundo sem a devida autorização, 40 vezes o número das canções compradas legalmente.
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