Marcos bateu no vaqueiro com taca para animais

segundo as testemunhas ouvidas pelo então coordenador da 6ª Coorpin, Nélis Araújo, que liderou a investigação. “Acredito que haja provas suficientes nos autos para indiciar o principal suspeito no assassinato de Alexsandro Honorato de Souza,” afirmou na época.
O inquérito levantou que Alexsandro foi a uma vaquejada na Fazenda Redenção, bebeu muito e caiu, bêbado. Entre 22h e 22h30, Marcos Gomes reconheceu o vaqueiro que, há algum tempo, teria furtado um selim (peça de montaria).
A partir daí iniciou uma sessão de espancamento, com chutes e pontapés, finalizando com chicotadas de taca de cavalo. Depois, Marcos Gomes mandou Ilmar Marinho, o “Mazinho”, providenciar um cabresto para amarrar a vítima.
Em seguida, Alexsandro foi arrastado, como se fosse um animal, pelos indiciados, sendo trancafiado em um dos cômodos da Fazenda Redenção onde funcionava um bar. Ilmar Marinho era o responsável pela venda de bebidas e de manter a vítima no cárcere.
A execução
No final da festa o vaqueiro foi retirado do quarto por um caminhoneiro, que recebeu ordem de Marcos Gomes para colocá-lo no fundo de uma Saveiro, ao lado de Mazinho.
Marcos Gomes e o caminhoneiro seguiram na pick-up L200 vinho, saindo da fazenda Redenção no sentido de Itororó, parando cerca de 400 metros à frente, no acostamento, quando Marcos e Mazinho retiraram a vítima do fundo da Saveiro e jogaram na L200.
Por ordem de Marcos Gomes, a Saveiro retornou para a sede da fazenda enquanto ele e Mazinho, na L200, iam na direção de Itapetinga, com a vítima amarrada.
Todo este histórico está no inquérito e nos laudos. Assim como o que se segue.
Alexandro foi transportado, ainda com vida, da fazenda em Floresta Azul para a BA 263, no trecho entre Itapetinga e Potiraguá. Marinho foi com ele e testemunhou o assassinato cometido pelo filho do prefeito de Itabuna, Fernando Gomes, segundo o inquérito.
Alexsandro foi executado com um tiro no lado direito do peito, outro no centro do peito e um na nuca, a queima-roupa, o chamado “tiro de misericórdia”, segundo os laudos técnicos da polícia.
A vítima foi encontrada amarrada pelos braços e por uma das pernas com um arreio igual à descrição feita pelas testemunhas do espancamento na Redençai. As lesões no braço mostram que antes de ser amarrado houve tentativa de defesa.
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