Ministério da Saúde acompanha 11 pessoas; plano de prevenção à gripe suína envolve 10 aeroportos

O Ministério da Saúde anunciou que está acompanhando o estado de saúde de 11 viajantes procedentes de áreas afetadas pela gripe suína que apresentaram alguns sintomas clínicos.

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Nenhum deles, no entanto, preenche completamente o quadro de sintomas definido pela Organização Mundial da Saúde: febre repentina, superior a 38ºC, acompanhada de um ou mais dos seguintes sintomas: tosse, dificuldade respiratória, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações; e ter como procedência o México ou as áreas afetadas nos Estados Unidos e no Canadá, nos últimos 10 dias.

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Segundo o Ministério da Saúde, são três casos em Minas Gerais, dois no Rio de Janeiro, dois no Amazonas, dois no Rio Grande do Norte, um em São Paulo e um no Pará. Os pacientes continuam sendo acompanhados pelas secretarias estaduais de saúde. Um caso que estava sendo acompanhado em São Paulo foi descartado. Segundo o hospital Emílio Ribas, o paciente tem sinusite.

Na mesma nota, o Ministério da Saúde afirma que "todas as recomendações da OMS estão de acordo com as medidas já adotadas no país, em especial aquelas referentes à não restrição às viagens internacionais e a orientação para procura de atendimento médico, no caso dos viajantes procedentes das áreas afetadas que apresentem sintomas compatíveis" com a influenza suína.

À tarde, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) divulgou nota à informando que "está pronta" para colocar em prática os Planos Específicos de Contingência à influenza em dez aeroportos brasileiros, como forma de prevenir o país contra eventual ocorrência da gripe suína.

Até o momento, o México registrou 149 mortes causadas por gripe desde o surgimento da doença - não se sabe se todas elas foram provocadas H1N1, o vírus causador da gripe suína. Para além da fronteira mexicana, Estados Unidos, Canadá, Espanha e Reino Unido têm pelo menos um caso da doença confirmado. Após o anúncio dos novos casos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o nível de alerta pandêmico pela gripe suína do grau 3 ao 4, em uma escala que vai até 6.

Nos dez aeroportos brasileiros, o plano prevê que os postos de primeiros socorros estejam aptos a acompanhar os níveis de alerta pandêmicos no Brasil, atender no posto casos suspeitos, usar Equipamentos de Proteção Individual (EPI) no atendimento a casos suspeitos, avaliar sintomas suspeitos e transportar o passageiro sob suspeita para centros de referência.

Segundo a nota, os dez terminais estão localizados nas seguintes cidades: Brasília, Campinas, Fortaleza, Rio de Janeiro, Guarulhos, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife e Salvador.

Para a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), os brasileiros não devem temer a gripe suína e não há motivo para pânico ou intranquilidade.

Segundo o diretor de Portos e Aeroportos da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), José Agenor, o governo está adotando as medidas que permitirão acompanhar eventuais casos que cheguem ao país. Em Belo Horizonte, há três pessoas internadas no hospital da Universidade Federal de Minas Gerais com suspeita de gripe suína.

Cerca de 6.000 passageiros provenientes do México, EUA e Canadá - países em que há casos confirmados de gripe - chegam ao Brasil todos os dias. Dos EUA, são 19 voos diários para Cumbica (SP), dois para o Rio de Janeiro, dois para Manaus, um para Fortaleza e um para Salvador. Provenientes do México, há dois voos diários para São Paulo.


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Após o anúncio dos novos casos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o nível de alerta pandêmico pela gripe suína do grau 3 ao 4, em uma escala que vai até 6.

Para tentar conter a transmissão do vírus da gripe suína, a Anvisa diz que reforçou o monitoramento de casos suspeitos nos aeroportos desde sexta-feira à noite, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu comunicado sobre as confirmações da doença no México e nos EUA.

Segundo a agência, não há motivo para pânico, pois a agência está tomando providências para acompanhar passageiros vindos desses países que eventualmente tenham tido contato com o vírus.

A Infraero participa do Grupo Executivo Interministerial (GEI), criado desde 2006 por ocasião da ocorrência de uma possível pandemia (epidemia generalizada) de gripe aviária.

Até agora, apenas o Galeão (no Rio de Janeiro) e o aeroporto de Cumbica (em Guarulhos, São Paulo) já apresentavam trabalhos pontuais, como a emissão de sinais sonoros, informando a respeito dos sintomas da doença aos passageiros que embarcavam no país.

"A Infraero também já determinou a todos os 32 aeroportos internacionais sob sua administração que divulguem aviso sonoro com a mensagem da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), alertando aos passageiros que apresentarem sintomas da influenza a procurarem imediatamente um posto da agência nos aeroportos", explica a nota.

Emergencialmente, Guarulhos (SP), Galeão (RJ) e Brasília (DF) já colocaram o aviso, e a previsão é a de que, até o fim do dia, os outros aeroportos também divulguem o alerta.

* Com informações da Agência Estado, Reuters e Folha Online
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