Prefeitos vão às ruas contra queda do FPM

Gestores municipais mobilizados pela União dos Prefeitos da Bahia (UPB), além de fecharem as sedes de suas prefeituras, seguirão em marcha nesta terça, 28, às 9 horas, rumo à Governadoria e à Assembleia Legislativa da Bahia para protestar contra a situação de suas receitas devido à queda do FPM (Fundo de Participação dos Municípios). E voltarão, sobretudo, suas baterias contra o que consideram falta de ação do governo Wagner para ajudar os municípios neste momento de crise mundial.

O ato, condenado pelo PT e pelo governo do Estado, que o definiram como “político-eleitoral”, colocou, do mesmo lado, o PMDB, o DEM e o PR, entre outras legendas. Os organizadores e apoiadores negam, mas no meio político a manifestação tem sido apontada como possível conformação de um bloco para enfrentar o governador Jaques Wagner em 2010. Os prefeitos vão sair da sede da UPB em caminhada até a Governadoria, onde vão entregar pauta de reivindicação. Às 11h, os prefeitos serão recebidos pelo presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, para quem será entregue uma cópia do documento. Eles não devem encontrar com Wagner, que chega hoje de viagem internacional, mas sua assessoria não informou a agenda dele pela manhã.

Entre as lideranças que confirmaram presença na mobilização – que trará a Salvador o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski –, estão o ex-governador Paulo Souto (DEM), o senador César Borges (PR) e o prefeito de Salvador, João Henrique (PMDB). O ato conta com apoio do ministro da Integração Geddel Vieira Lima (PMDB), mas ele não participará. O presidente do PSDB-BA, o ex-prefeito de Salvador Antônio Imbassahy, também manifestou apoio.

Segundo a UPB, mais de 285 prefeitos confirmaram presença, inclusive alguns do PT e de demais partidos aliados. “O governo federal está fazendo a parte dele, mas o do Estado deixa a desejar. De Lula estamos tendo um tratamento diferenciado, ele prometeu fazer o mesmo repasse de FPM de 2008, mas o governador até hoje nem sequer um telefonema nos deu”, disse o presidente da UPB, Roberto Maia (PMDB), prefeito de Bom Jesus da Lapa.

Presidente do PT, Jonas Paulo corrigiu informação publicada nesta segunda, 27, de que ele teria defendido rompimento do governo com o PMDB, o que ele não fez, mas reafirmou críticas ao apoio do ministro Geddel à manifestação, observando que “não se pode servir a dois senhores”. Secretário de Relações Institucionais, Rui Costa reiterou críticas à UPB, que na sua avaliação é palco para a oposição a Wagner, mas informou que todos serão recebidos. Marcelo Nilo, braço direito de Wagner no Legislativo e que, portanto, não apoia o movimento, disse que receberá cordialmente os prefeitos, mas que encaminhará o documento que receberá ao presidente Lula. "Essa passeata é da oposição, que se encontra, hoje, na UPB para enfrentar o governo. A UPB é o 'senadinho' da oposição", classificou.

Colaborou Regina Bochicchio*
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