Exército deve permanecer na Vila Cruzeiro e no Alemão por até 7 meses, diz CabralO governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), anunciou na manhã desta segunda-feira que já existe um acordo entre o governo do Estado e o Ministério da Defesa para que o Exército policie os recém-reconquistados territórios da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão até que seja possível instalar duas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) nas comunidades.  Leia a cobertura completa sobre os ataques no Rio Veja o mapa da violência no Rio Veja a cobertura dia a dia Acompanhe a Folha no Twitter Conheça a página da Folha no Facebook  "Já está acordada [com o Ministério da Defesa] a permanência das tropas, agora estamos na fase das tratativas técnicas, que não passa por mim, passa pelo secretário Mariano, passa pelos oficiais militares do Ministério da Defesa. Isso está sendo feito desde ontem para que dê a paz e a tranquilidade, a garantia dessa transição para o modelo UPP", afirmou.  Com o apoio das Forças Armadas, a polícia ocupou o Complexo do Alemão praticamente sem resistência dos traficantes na manhã de domingo (28), após uma série de atentados ocorridos na cidade desde o dia 21, com 106 veículos queimados, atribuídos justamente a uma resistência dos criminosos à instalação de UPPs em 13 favelas cariocas. Na quinta-feira, policiais já tinham entrado na Vila Cruzeiro, favela vizinha ao complexo.  Cabral disse que a solicitação ao Ministério da Defesa, quando formalizada, deve requisitar as tropas por um período de 6 a 7 meses, embora o comandante-geral da Polícia Militar do Rio, Mário Sérgio Duarte, "mais otimista do que eu", acredite que as UPPs possam ser instaladas em menos de quatro meses.  A previsão é que as duas UPPs mobilizem entre 2.000 e 3.000 homens da Polícia Militar, a serem escolhidos entre os 7.000 novos policiais que se formarão em 2011.  Joel Silva-27.nov.10/Folhapress   Soldados do Exército cercam entrada do morro do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro; veja mais imagens Soldados do Exército cercam entrada do morro do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro; veja mais imagens  A função do Exército, diz Cabral, será "um policiamento ofensivo permanente" na fase de transição até a implantação das UPPs. Em outras comunidades já pacificadas, essa tarefa coube ao Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar).  A mobilização do Exército visa evitar que os traficantes possam se reorganizar na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão no intervalo necessário para a implantação da UPP. Ao mesmo tempo, libera as forças policiais para novas operações nos próximos meses. Ontem, Cabral não quis antecipar os próximos passos, mas admitiu que estão no horizonte ações para a retomada da Rocinha e de Manguinhos, dois dos principais redutos remanescentes do tráfico no Rio.  "A reconquista dos territórios, tanto da Vila Cruzeiro quanto do Complexo do Alemão, já foi efetivada, agora são os próximos passos. Não vamos dormir nos louros das conquistas de ontem. Nós acordamos desde cedo com os desafios de hoje e dos próximos dias, semanas e meses que é a reconquista dos territórios ainda ocupados pelo poder paralelo. Esses próximos passos passam por essa integração com o Ministério da Defesa e com a Polícia Federal, tanto em ações pontuais de inteligência, quanto em ações mais ostensivas, no caso da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão", afirmou Cabral.

Exército deve permanecer na Vila Cruzeiro e no Alemão por até 7 meses, diz CabralO governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), anunciou na manhã desta segunda-feira que já existe um acordo entre o governo do Estado e o Ministério da Defesa para que o Exército policie os recém-reconquistados territórios da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão até que seja possível instalar duas UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) nas comunidades. Leia a cobertura completa sobre os ataques no Rio Veja o mapa da violência no Rio Veja a cobertura dia a dia Acompanhe a Folha no Twitter Conheça a página da Folha no Facebook "Já está acordada [com o Ministério da Defesa] a permanência das tropas, agora estamos na fase das tratativas técnicas, que não passa por mim, passa pelo secretário Mariano, passa pelos oficiais militares do Ministério da Defesa. Isso está sendo feito desde ontem para que dê a paz e a tranquilidade, a garantia dessa transição para o modelo UPP", afirmou. Com o apoio das Forças Armadas, a polícia ocupou o Complexo do Alemão praticamente sem resistência dos traficantes na manhã de domingo (28), após uma série de atentados ocorridos na cidade desde o dia 21, com 106 veículos queimados, atribuídos justamente a uma resistência dos criminosos à instalação de UPPs em 13 favelas cariocas. Na quinta-feira, policiais já tinham entrado na Vila Cruzeiro, favela vizinha ao complexo. Cabral disse que a solicitação ao Ministério da Defesa, quando formalizada, deve requisitar as tropas por um período de 6 a 7 meses, embora o comandante-geral da Polícia Militar do Rio, Mário Sérgio Duarte, "mais otimista do que eu", acredite que as UPPs possam ser instaladas em menos de quatro meses. A previsão é que as duas UPPs mobilizem entre 2.000 e 3.000 homens da Polícia Militar, a serem escolhidos entre os 7.000 novos policiais que se formarão em 2011. Joel Silva-27.nov.10/Folhapress Soldados do Exército cercam entrada do morro do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro; veja mais imagens Soldados do Exército cercam entrada do morro do Alemão, zona norte do Rio de Janeiro; veja mais imagens A função do Exército, diz Cabral, será "um policiamento ofensivo permanente" na fase de transição até a implantação das UPPs. Em outras comunidades já pacificadas, essa tarefa coube ao Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais da Polícia Militar). A mobilização do Exército visa evitar que os traficantes possam se reorganizar na Vila Cruzeiro e no Complexo do Alemão no intervalo necessário para a implantação da UPP. Ao mesmo tempo, libera as forças policiais para novas operações nos próximos meses. Ontem, Cabral não quis antecipar os próximos passos, mas admitiu que estão no horizonte ações para a retomada da Rocinha e de Manguinhos, dois dos principais redutos remanescentes do tráfico no Rio. "A reconquista dos territórios, tanto da Vila Cruzeiro quanto do Complexo do Alemão, já foi efetivada, agora são os próximos passos. Não vamos dormir nos louros das conquistas de ontem. Nós acordamos desde cedo com os desafios de hoje e dos próximos dias, semanas e meses que é a reconquista dos territórios ainda ocupados pelo poder paralelo. Esses próximos passos passam por essa integração com o Ministério da Defesa e com a Polícia Federal, tanto em ações pontuais de inteligência, quanto em ações mais ostensivas, no caso da Vila Cruzeiro e do Complexo do Alemão", afirmou Cabral.

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