'Levei mala de dólares para Lula', diz suposto 'laranja' da Camargo Correia



Um suposto “laranja” utilizado pela Camargo Corrêa em negociatas teria entregue propina para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em troca do beneficiamento da empreiteira em um contrato com a Petrobras. De acordo com a revista Istoé, Davincci Lourenço de Almeida trabalhou para a empresa entre 2011 e 2012, ligado ao ex-acionista da companhia Fernando de Arruda Botelho, morto em acidente aéreo há cinco anos. Davincci prestou quatro depoimentos ao Ministério Público de São Paulo e, segundo o promotor José Carlos Blat, seria um “laranja” utilizado pela Camargo Corrêa. Em entrevista à revista, o homem garantiu: “Levei uma mala de dólares para Lula”. A transação teria ocorrido em fevereiro de 2012, na sede da Morro Vermelho Táxi Aéreo em Congonhas, de propriedade da empreiteira. Segundo o depoimento, Davincci entregou a mala nas mãos de um funcionário da Morro Vermelho, William Steinmeyer, o “Wilinha”, que teria feito o repasse ao petista. “O dinheiro estava dentro de um saco, na mala. Deixei o saco com o dinheiro, mas a mala está comigo até hoje”, alega. Lula teria buscado a encomenda dias depois, acompanhado de um segurança. “Lula ficou de ajudar a fechar um contrato com a Petrobras. Um negócio de R$ 100 milhões”, contou o homem. Davincci é químico sem formação superior, mas teria ganhado a confiança de Botelho ao desenvolver um produto para limpar aviões. Ele afirma que participou da “intimidade” de grandes figuras da empresa, como reuniões com a presença do então presidente da construtora, Dalton Avancini, e até mesmo do cotidiano da família no resort da empresa em Itirapina (SP).O funcionário disse à publicação que também foi escalado para entregar malas de dinheiro a funcionários da Petrobras, com suposta chancela da herdeira da Camargo Corrêa, Rosana Camargo de Arruda Botelho. “O Fernando me dizia que a ‘baixinha’, como ele chamava Rosana Camargo, sabia de tudo”, contou Davincci. O MP-SP encaminhou os depoimentos do suposto laranja à força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba. Procurada pela revista, a Petrobras não respondeu sobre as supostas negociações. Já William Steinmeyer, da Morro Vermelho, confirmou conhecer Davincci, a quem classificou como “um cara excêntrico”, mas afirmou não ter recebido qualquer encomenda dele. (Isto É)
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