Para o carnaval, OMS sugere vacina contra febre amarela a turistas


A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a turistas estrangeiros que estejam pensando em viajar a áreas de risco no Brasil para o carnaval que tomem vacinas contra a febre amarela dez dias antes de embarcar. Em um comunicado publicado nesta quarta-feira, 15, em Genebra, na Suíça, a entidade ampliou as "áreas de risco" da doença no Brasil, incluindo novos municípios dos estados da Bahia, do Rio de Janeiro e do Espírito Santo. A OMS aponta que "atualmente não existe evidência de transmissão do vírus da febre amarela nas grandes áreas metropolitanas da costa leste, como Rio, Salvador ou São Paulo". As novas recomendações, porém, foram feitas "diante da situação que se desenvolve" e considera que turistas "nas próximas semanas podem fazer tours fora das principais cidades". Segundo a OMS, o visitantes devem ser vacinados dez dias antes de viajar e uma só dose é considerada como suficiente para garantir imunidade. Para pessoas com contraindicações em relação à vacina, a OMS sugere que um médico seja consultado. Isso inclui crianças com menos de 9 meses, mulheres grávidas, que estejam amamentando ou pessoas acima de 60 anos de idade.
Uma vez no Brasil, o turista deve tomar "medidas para evitar picadas de mosquito", conhecer os sintomas da febre amarela e, caso desenvolva algum mal-estar, procurar imediatamente um médico. "A transmissão da febre amarela continua em expansão em direção à costa atlântica do Brasil, em áreas que não eram consideradas de risco para a febre amarela antes da revisão realizada pela OMS, no final de janeiro de 2017", explica o comunicado da entidade. No caso do da Bahia, a OMS aponta que as áreas novas de risco de febre amarela incluem os municípios de Alcobaça, Belmonte, Canavieiras, Caravelas, Ilhéus, Itacaré, Mucuri, Nova Viçosa, Porto Seguro, Prado, Santa Cruz Cabrália, Una, Uruçuca, Almadina, Vereda, Vitória da Conquista e uma dezena de outras. Já no Espírito Santo, o Estado inteiro é considerado como área de risco, com a exceção da zona urbana da capital, Vitória. Para o Estado do Rio, o risco está associado com municípios que fazem fronteira com Minas Gerais e Espírito Santo, como Bom Jesus do Itabapoana, Cambuci, Miracema, Campos dos Goytacazes e São João da Barra.
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