GOVERNAR É ENFRENTAR PROBLEMAS


Por Maglon Ribeiro

Governar é enfrentar problemas, surpresas, intensas pressões. O que é um problema aos olhos de um gestor? É uma situação negativa, considerada insatisfatória ou inaceitável para quem se propôs a resolvê-la, sendo algo que se possa solucionar.

Governar um município requer espirito público, sensibilidade social, solidariedade, ativismo político e, sobretudo, técnica de gestão e planejamento.

Para governar por problemas se faz necessário selecionar os que serão enfrentados pelo governo e não por áreas específicas, levando em consideração o valor político do problema, a governabilidade sobre ele, custo de postergação, postura dos demais atores frente ao problema e a capacidade da gestão para superar o problema. As áreas, nesse caso, se responsabilizarão pela parte da solução que estiver sob sua competência.

Contudo, os problemas não poderão ser enfrentados um a um. Não há recursos para tudo. Pode-se utilizar uma técnica para selecionar os problemas de maior relevância e possibilidade de enfrentamento e, desta maneira, atacar indiretamente outros. Importante é, então, planejar e priorizar iniciativas em razão das necessidades e capacidade do município.

Um gestor certamente precisa matar um leão a cada dia, procurando fazer um balanço adequado na agenda entre urgência e importância.

Uma das principais dificuldades para governar tendo como base os problemas sociais é o fato de a organização do Estado ser por setores (no caso das prefeituras, esses setores estão expressos nas secretarias ou departamentos) e os problemas não respeitam essas fronteiras.

Um Problema que originalmente se apresenta como de saúde, como é o caso da mortalidade infantil, na sua maioria das vezes não pode ser enfrentado apenas nesse âmbito. Se buscarmos as causas da mortalidade infantil, possivelmente constataremos que muitas delas se relacionam a problemas de informação ou da nutrição das mães. Outras `situação da assistência ao parto que, muitas vezes, está na governabilidade da unidade de saúde e não da secretaria.
Esse exemplo ilustra que problemas desse tipo devem ser olhados como problemas de governo e estar no foco de atenção do prefeito e de sua equipe.

Vale ressaltar que nem todos os problemas exigem recursos financeiros para serem enfrentados. A seleção também é uma oportunidade de escolher os problemas que não demandam recursos financeiros e favorecem a avaliação de governo.
O gestor deve enfrentar o problema como uma insatisfação evitável no seu espaço de governo; é um componente da realidade, algo que existe hoje. Enfrentá-lo é declarar interesse em modificar essa realidade.

Gestão municipal diz respeito aos aspectos da gestão da estrutura administrativa da prefeitura, por meio de recursos e instrumentos próprios da administração local. Como não poderia deixar de ser, a gestão municipal acontece em um contexto contemporâneo complexo e de diferentes exigências e necessidades da sociedade brasileira.

Uma boa gestão é aquela que alcança resultados e, no setor público, significa atender às demandas, criando valor público. Esses resultados não acontecem por acaso, tampouco são auto executáveis.
Nessa mesma linha, Corrêa (2007, p.498) aponta alguns aspectos importantes para o alcance de uma prática de resultados:
“[...] boa prática de gestão pública por resultados não implica somente a implementação de mecanismos de avaliação institucional. A gestão pública por resultados é viabilizada por diversos mecanismos gerenciais, começando pelo planejamento estratégico das ações governamentais – sejam elas organizadas em projetos ou programas; ampliação da flexibilidade gerencial; desenvolvimento de indicadores de desempenho; e, por fim, a avaliação de desempenho que, além da medição das metas estabelecidas, fornece subsídios para retroalimentação de informações para o desenvolvimento de futuras metas gerenciais”.
Portanto, nesse sentido, projetos e programas de governo devem estar em consonância com o planejamento estratégico, com os objetivos de governo que efetivamente gerem resultados (CORRêA, 2007).


MODERNIZAÇÃO DA GESTÃO PÚBLICA MUNICIPAL
Modernizar a Administração Pública Brasileira para responder aos desafios do século XXI é imprescindível para atingir os patamares de eficiência e eficácia das sociedades mais desenvolvidas. Isso porque para fazer gestão da complexa cadeia de atividades do setor público – regulações, terceirizações, concessões, parcerias, relações com a cidadania – é necessário que se faça uma reformulação nos seus processos e na forma de trabalhar.

Isso decorre a partir da redefinição do papel dos municípios brasileiros no provimento de bens e serviços públicos à população, causado principalmente pelos seguintes processos: a descentralização federativa, a universalização dos direitos da cidadania e a instituição da seguridade social.

DOS DESAFIOS DE UM GOVERNO MUNICIPAL - COM QUEM E COMO GOVERNAR?
Eleição ganha-se com uns, gestão faz-se com outros.


A GEP trata, dentre um universo de visões administrativas, de ocupar cada posto de trabalho com a pessoa certa; devidamente qualificada; motivada; valorizada; focada em resultados; com metas e objetivos bem estabelecidos; que seja propensa ao autodesenvolvimento profissional e à qualificação, tendo sempre em vista os eixos do mandato, que devem ser definidos pelo parlamentar, e sua equipe mais próxima, num planejamento estratégico de mandato. 42 Perceba que essa precisão metodológica na seleção por competências das pessoas, em geral esbarra no aspecto político das escolhas, infelizmente. O parlamentar deve ser capaz de considerar o prejuízo que uma má escolha feita por critérios políticos e pessoais acarreta na qualidade do mandato. O primeiro cuidado que se deve ter ao selecionar uma pessoa para determinada função é o pleno conhecimento da própria função. Isso não implica em ser capaz de desempenhar a função propriamente dita, mas sim de ter o conhecimento amplo e pleno das rotinas e procedimentos envolvidos. Esse é o mapeamento e mensuração por competências. Diz a Wikipedia: “Através do mapeamento e mensuração por competências são identificados os conhecimentos, habilidades e atitudes necessários para a execução das atividades de um cargo ou função e mensurados os graus ideais para cada grupo de competências que uma pessoa que assuma o cargo ou função deve ter para atingir os objetivos da empresa.
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