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OU OS BRASILEIROS ACABAM COM OS CORRUPTOS, OU ELES ACABARÃO COM O BRASIL


Não é de hoje que se discute que nas próximas eleições pode haver uma grande renovação no cenário político. Ficamos na torcida para que seja, de fato, uma renovação e não apenas que troquemos seis por meia dúzia. A dita “limpeza” deve ser feita no Congresso Nacional e na Câmara Legislativa do Estado da Bahia. Não é uma tarefa fácil, porque o jogo é sujo, o embate é desleal e, infelizmente, o poder de convencimento da população esbarra, muitas vezes, na preocupação com o próprio umbigo e não com o coletivo. Os políticos sabem como se beneficiar e a barganha é pesada. É troca de favores, promessa de cargos e apoios a projetos, e por aí vai. Tem também histórias mirabolantes, como já ouvimos nas eleições passadas um candidato a prefeito que prometeu fazer Itabuna ter praia. Não me perguntem se ele combinou isso com os ilheenses, mas houve quem ouviu o discurso e o aplaudiu com entusiasmo. Histórias absurdas, promessas infundadas, mentiras. Tudo isso a população já conhece. Mesmo assim, assistimos à “luta” árdua dos que estão no poder, que por sinal, já arregaçaram as mangas, na tentativa de se reelegeram ou mesmo conquistar cargos considerados de maiores. Não é correto que políticos tidos até hoje como corretos paguem pelos outros, mas é necessário avaliar a participação deles em momentos decisivos e fazer e ver se vale a pena ou não mantê-los no cenário. Estamos no ano que antecede as eleições e praticamente todas as decisões ocorrem em 2017. É óbvio que ainda teremos muitas emoções até lá, porque as investigações da Lava Jato seguem a mil por hora e as delações premiadas prometem revelações bombásticas. Nesta realidade temos políticos de boa parte dos partidos brasileiros, assim como ainda vai derrubar alguns personagens. Na Bahia, além de políticos citados na Lava Jato, temos investigações que, se levadas a sério, podem mudar bastante o cenário estadual, porque boa parte responde a processos ou vão responder, como é o caso do próprio governador Rui Costa, do prefeito de Salvador, ACM Neto, Geddel, João Leão, Wagner... enfim, quase todos. Sem falar nos que estão perambulando por aí na tentativa de voltar ao cenário político, como é o caso de Geraldo Simões e outros. Não faltam nomes atuais ou “antigos” para nos ajudar a lembrar o quanto a Bahia foi e está sendo castigada pelas escolhas que fizemos. Não apenas a Bahia, mas o Brasil pena por nossas decisões erradas. Se houver, de fato, uma tendência para a renovação, que ela seja feita considerando o fechamento das portas para esses políticos que já tiveram sua chance e apenas fizeram em benefício próprio. Se essas figuras carimbadas que tanto nos envergonham não têm desconfiômetro, então cabe a nós, eleitores, colocar cada um em seu devido lugar.