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Renan compara governo Temer com a seleção de Dunga


Renan Calheiros comparou nesta segunda-feira (3) o atual governo de Michel Temer com a seleção treinada por Dunga e revelou que "ainda não" rompeu com o presidente.

A declaração do líder do PMDB no Senado foi dita em entrevista à TV Ponta Verde, de Maceió.
"O rompimento [com o Temer] ainda não. O que está ficando claro são posições diferentes do PMDB e do governo. Conversei com o presidente Temer várias vezes, e ele chegou a perguntar se a agilização do julgamento [da chapa Dilma-Rousseff-Temer] do TSE iria ajudar na devolução da legitimidade. E eu disse: 'Sinceramente, acho que não. Acho que o que vai devolver a legitimidade perdida é acertar a mão, escalar melhor, jogar para frente'. Do jeito que está, está parecendo com a seleção do Dunga --e não precisamos mais do Dunga, precisamos do Tite para nos levar a um porto seguro", afirmou.
As críticas do senador ao governo fizeram com que Temer rompesse politicamente com Renan. O senador afirma que é "natural" e "democrático" que haja divergência dentro do PMDB, mas ressaltou que a independência do governo e falta de diálogo levam a críticas.
"O PMDB e o governo são entidades diferentes. Não pode o governo deixar de ouvir o PMDB, deixar de promover a participação do PMDB no quórum do governo, senão vai o governo vai cair de um lado, e o PMDB do outro. O governo é temporário, e o PMDB é definitivo, que prestou relevantes serviços ao país", avaliou o peemedebista.
Renan falou sobre os maiores defeitos do governo e disse que foi "mal escalado" e que "pecou pela improvisação".
Além disso, o senador comentou sobre a influência do ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na escolha de nomes no governo e aproveitou a oportunidade para criticar a escolha do substituto de Alexandre de Moraes no Ministério da Justiça. "A nomeação do Osmar Serraglio para a Justiça é algo que, numa crise dessas, numa situação dramática dessas, não dá para tolerar", alfinetou.
A publicação do UOL recorda que está marcado para esta terça-feira (4) o primeiro julgamento da chapa Dilma-Temer, se a chapa for cassada, Temer pode perder o cargo de presidente.