Baianos acreditam que Previdência terá votação adiada, apesar de otimismo de aliados


Em meio à expectativa de votação da reforma da Previdência na semana no dia 18, última antes do recesso parlamentar, deputados baianos federais baianos discordam sobre a possibilidade de aprovação da pauta. “O governo sabe que não tem os votos. Eles sabem que não conseguem chegar a 50% do necessário. É necessário cortar os privilégios e não só direitos”, declarou o deputado João Gualberto (PSDB). Para ele, o governo está utilizando a reforma como “cortina de fumaça” (leia mais), com objetivo de desviar a atenção das polêmicas e casos de corrupção envolvendo o presidente Michel Temer (PMDB) e seus coligados. Se houver a votação na próxima semana, Gualberto acredita que o PSDB não deve entrar em acordo em relação aos votos. “O PSDB nunca fecha questão, não acredito que vai ser agora. Tivemos reunião na semana passada, a bancada foi unânime em não fechar questão. Mesmo aqueles que são favoráveis à reforma”. Discordando do argumento de que a reforma altera a situação do trabalhador rural e de pequeno porte, o deputado federal José Carlos Aleluia (DEM) declarou ao Bahia Notícias que a pauta é essencial, já que “acaba com o sistema de que o mais pobre paga aposentadoria para os mais ricos”. Para ele, o governo está trabalhando para que o Brasil volte a crescer e não tenha problemas para pagar a aposentadoria. "Não estou votando por imposição, mas por convicção. Voto pelos que represento, que estão em busca de trabalho, em busca de investimentos na saúde, na educação”, ressaltou. Parte da bancada aliada, o DEM colocará a apreciação do texto à vontade de cada deputado, informou Aleluia. Quando questionado se há prejuízo no caso da votação ocorrer nos próximos dias ou no início de 2018, o deputado disse que "não faz diferença” e que a base aliada trabalha para conseguir os 308 votos necessários para aprovação do texto. Deputado federal de oposição, Daniel Almeida (PCdoB) concorda que não fará diferença, já que, segundo ele, nem na semana do dia 18 nem no início do ano que vem a pauta será aprovada. “Quanto mais perto da eleição, mais pressão sobre os deputados. Minha expetativa é que a reforma não seja votada, acho que o governo não possui votos para aprovar e acredito que eles estão percebendo essa inconveniência”, falou Almeida. Segundo ele, o maior problema da reforma é partir de uma “premissa falsa”, que ataca os direitos dos trabalhadores, beneficia banqueiros e não tira privilégios. Para Almeida, o governo tem demonstrado nas últimas semanas ter entre 260 e 280 votos, número insuficiente e abaixo dos 308 necessários para aprovação da reforma. A previsão é compartilhada com Afonso Florence (PT), que acha que se o Temer tivesse votos suficientes para aprovar a pauta, não ficaria apenas anunciando. “Eles simplesmente colocariam para votar. Desde o meio do ano estão adiando, semana passada não possuíam 280 votos”. A posição do PT, segundo Florence, é “a mesma de sempre”. “Dilma cogitou a fazer algo similar e nós nos opusemos. A diferença entre votar agora ou no próximo ano é que o governo adia a derrota para o ano que vem, já que quanto mais perto da eleição mais difícil”, disse Florence.
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