Meirelles sinaliza que Alckmin não deverá ser candidato do governo: 'Consequências'


Um dos pré-candidatos à Presidência da República, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, sinalizou em entrevista publicada nesta segunda-feira (4) pelo jornal Folha de S. Paulo que o governo deverá ter um candidato, mas que este não deverá ser o governador paulista, Geraldo Alckmin. “O PSDB está tendendo na direção de não apoiar o governo e isso terá consequências no processo eleitoral”, declarou, para completar: “Porque uma coisa é o apoio a determinadas reformas, outra é o apoio à política econômica atual, com todas as suas medidas e consequências. Não há, pelo menos até o momento, um comprometimento do PSDB em defesa dessa série de políticas e do legado de crescimento com compromisso de continuidade”, explicou. Questionado sobre sua candidatura, disse que sua decisão seria tomada em março do próximo ano. Entre os fatores que podem influenciar, o ministro aponta “a consolidação e a percepção pela população do crescimento econômico” e dos benefícios trazidos e também “essa articulação política”. Meirelles nega, no entanto, estar em campanha. “As menções ao meu nome refletem o fato de que tenho dito que não sou candidato, não estou em campanha e estou completamente concentrado em garantir a recuperação da economia e a geração de empregos”. Indagado sobre o “centrão”, que pode apoiá-lo caso ele participe da disputa, o titular da Fazenda avalia que há uma “simplificação” das forças políticas em um cenário polarizado. “É uma forma simplificada de definir aqueles que estão fora da polaridade histórica de PT e PSDB. Agora surgiu uma novidade, uma extrema direita, que não deve prevalecer. Existe uma série de partidos que não fazem parte desses dois polos e têm posições doutrinárias, como DEM e PSD”. Sobre esse último partido, ele confirmou uma vontade do presidente nacional, Gilberto Kassab, de basear sua candidatura. “Kassab tem expressado apoio à hipótese de uma candidatura minha. Até fevereiro, teremos oportunidade de discutir o assunto e ver até que ponto são compatíveis esses dois projetos”. Ele também indica como viável dividir a chapa com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. “Maia é um quadro político excepcional, tem um futuro enorme pela frente e não tenho dúvida de que será um nome extraordinário para qualquer chapa ou posição que optar por disputar”.
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