Sesab alerta para avanço da raiva em ambiente urbano após quatro casos confirmados


A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) disparou na última semana um alerta epidemiológico para raiva animal depois que foram confirmados quatro novos casos da doença em cães e gatos na região leste do Estado (leia aqui). Apesar do alerta, o coordenador Estadual de Imunização e Vigilância das Doenças Imunopreveníveis, Ramon Saavedra, garante que não existem motivos para desespero ou crença que a doença pode ser alastrar. “Nosso objetivo é deixar a população atenta, pois existe um processo de avanço da doença para o ambiente urbano”, declara. Saavedra, todavia, apazígua: “É importante ficar de olho, mas estamos tomando as atitudes cabíveis”. A Sesab passou a vacinar cães e gatos no raio de 5km a partir do local de identificação da doença além da rotina de campanhas que imunizam cerca de 1 milhão de cachorros e 500 mil gatos por toda a Bahia. Sob alerta, a população deve prestar atenção a animais que apresentem comportamento agressivo fora do usual ou ainda morcegos com hábitos matutinos e voando baixo. “[São] Padrões que indicam raiva animal”, conta Saavedra. O último caso registrado de óbito humano por raiva aconteceu, depois de 13 anos, também em 2017, quando um homem pisou em um morcego contaminado pela doença em Paramirim, município da Bacia do Paramirim. O coordenador de Imunização e Vigilância lembra que, neste caso, não há muito o que ser feito. “O vírus da raiva é rotineiramente encontrado em animais silvestres. O que evitamos é que a doença chegue até a casa das pessoas”, afirma. “Por essa razão é importante ficar alerta para o comportamento irregular de animais silvestres como morcegos”, completa o coordenador. A primeira ação a ser tomada em suspeita da presença da doença em animais da cidade é procurar um dos postos ligados a Secretaria de Saúde. A raiva é uma zoonose viral que se caracteriza pela inflamação progressiva do cérebro que leva o infectado a óbito. O vírus rábico é usualmente transmitido para humanos pela mordida de um animal, ou ainda pela arranhadura ou lambedura de mucosas. Dentre os casos confirmados na Bahia estão dois de raiva canina em Feira de Santana, outro no município de Lauro de Freitas, ambos ocorridos no mês de dezembro de 2017, e um caso felino no município de Catu, ocorrido em novembro.
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