Em 4 meses, casos de chikungunya no RJ são o dobro do apontado em 2017




De janeiro a abril deste ano, o estado do Rio de Janeiro registrou 8.963 casos de chikungunya. O número supera as notificações dos 12 meses de 2017, quando indicou 4.305 ocorrências. Na capital fluminense, já foram contabilizados 2.372 casos no primeiro quadrimestre de 2018, contra 1.808 do ano passado.


Segundo informações do EXTRA, a região com mais incidência é a Zona Oeste, principalmente Campo Grande. É o caso da pensionista Gilce de Souza Gomes, 60 anos. "Há cerca de dois meses, fui levada para a UPA gritando de dor. E ainda sinto muito incômodo nas articulações. Tomo remédios fortes para aliviar. Quatro netas, meu filho e vários vizinhos também tiveram", contou.


O infectologista Rivaldo Venâncio, pesquisador e coordenador de Vigilância em Saúde e Laboratórios de Referência da Fiocruz, disse que os números eram esperados, já que em março e abril o nível de chuvas e a baixa nos termômetros interferem na proliferação da doença.

"Além disso, por se tratar de uma doença nova no Rio de Janeiro, temos uma população suscetível, sem anticorpos. Já no caso da dengue, temos um percentual infinitamente maior de pessoas já com anticorpos", explicou Rivaldo, acrescentando que o cenário complicaria caso as notificações saltem consideravelmente no decorrer do ano. "Se fecharmos o ano com algo entre 60 mil a 80 mil casos será surpresa", ressaltou.
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