Partidos Anti-UE Negociam Formação De Novo Governo Na Itália.


O partido de direita nacionalista Liga e o Movimento 5 Estrelas, crítico ao sistema político, iniciaram negociações para formar um governo na Itália, em uma nova tentativa de por fim ao vácuo de liderança que o país vive desde as eleições de 4 de março.


Os líderes das duas siglas, Luigi Di Maio (5 Estrelas) e Matteo Salvini (Liga), (10) em Roma. Logo depois, divulgaram um comunicado conjunto no qual afirmam que as conversas tiveram um "avanço significativo". 


Elas iniciaram na quarta (8) o diálogo, na véspera do prazo dado pelo presidente Sergio Mattarella para que os partidos conseguissem definissem um novo primeiro-ministro. Caso isso não acontecesse, ele ameaçava indicar um nome técnico para comandar o país ou convocar novas eleições. 

Com o avanço das conversas entre os dois, Mattarella disse na quinta (9) que estava disposto a ampliar o prazo, dando mais alguns dias para a negociação. A tendência é que elas continuem no fim de semana. Não está claro ainda como seria a divisão dos cargos e quem seria o premiê. 

"Vamos nos sentar à mesa e começar a falar sobre as questões do país. Depois vamos discutir nomes. O importante é o contrato de governo", disse Di Maio, 31, na quarta.

"Temos que trabalhar no programa, nos prazos, na equipe e nas coisas que precisam ser feitas", afirmou Salvini, 45. Mas "ou concluímos rapidamente ou votamos novamente", insistiu ele, abrindo a possibilidade de uma nova eleição. 

O avanço das negociações foi possível após o ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi abrir mão de participar do novo governo. 

Seu partido, o Força Itália, formou uma coalizão de centro-direita com a Liga e outras siglas menores que terminou em primeiro lugar, com 37% dos votos -sendo que a Liga foi a mais votada dentro da aliança, com 17,4% dos votos gerais. 

Com 32,6% de apoio, porém, o 5 Estrelas foi individualmente o partido mais votado. Mas, como nenhum deles obteve maioria para governar sozinho, as siglas foram obrigadas a negociar.

Di Maio, do 5 Estrelas, disse desde o início que poderia negociar com a Liga, mas que não aceitaria a participação de Berlusconi ou de seus aliados no governo, na prática exigindo o fim da coalizão de centro-direita, o que Salvini disse que não aconteceria. 

Na quarta, porém, Berlusconi anunciou que não iria vetar um governo entre a Liga e o 5 Estrelas, desde que eles aplicassem parte das propostas do Força Itália, permitindo assim que a negociação avançasse. 

Juntos, 5 Estrelas e Liga têm maioria tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado. 

Os dois partidos são contra as medidas de austeridade da União Europeia e críticos ao Euro, embora recentemente tenham diminuído o tom das reclamações e indicado que manteriam o país no bloco. 

Enquanto as conversas continuam, Paolo Gentiloni, do Partido Democrático (de centro-esquerda) segue no cargo de premiê. Com informações da Folhapress.
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