Servidores Municipais Prometem Não Aceitar Proposta Sem Aumento Direto Em Tabela Salarial.


Os servidores da prefeitura prometem fazer uma negociação dura na campanha salarial deste ano. De acordo com o Sindseps, entidade que representa a maior parte da categoria, os trabalhadores não vão aceitar uma proposta que não contemple um reajuste direto na tabela salarial. Até o momento, a prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Gestão (Semge) apresentou uma oferta que beneficia os servidores com avanços de nível no plano de carreira da categoria. Na prática, o avanço de nível já representa um ganho nos rendimentos dos trabalhadores em atividades. No entanto, ele não altera a quantia recebida pelos aposentados. "Todo ano, em vez de dar um aumento na tabela, ele dá reajuste de nível. E isso ele faz pra não dar aumento pros aposentados", comentou o coordenador-geral do Sindseps, Bruno Carianha, em entrevista ao Bahia Notícias nesta terça-feira (29). "É um absurdo. A gente precisa ter reajuste porque os aposentados estão ganhando menos que o salário mínimo e daqui a pouco vão estar passando fome", reclamou. Segundo o titular da Semge, Thiago Dantas, existe uma dificuldade para conceder reajuste direto na tabela por conta do déficit na previdência municipal. No entanto, ele se colocou à disposição para continuar negociando com a categoria. "Não há efetivamente uma proposta fechada a respeito desse tema", admitiu em entrevista ao Bahia Notícias, quando questionado sobre o aumento direto na tabela. A Câmara de Vereadores aprovou um projeto de lei no fim do último ano para conceder um abono que, segundo Dantas, "privilegiou a grande maioria dos inativos, principalmente aqueles de menor renda". Em 2017, a proposta aceita pelo Sindseps já tratava apenas de avanços no plano de carreira (veja mais). Por outro lado, o sindicato aponta que este ano a negociação será diferente. "Ano passado a gente não aceitou. Ele impôs e forçou a barra", declarou Carianha. O Sindseps já decretou estado de greve e tem mais uma assembleia marcada para esta quarta-feira (30). Na avaliação do coordenador-geral da entidade, a tendência é que os trabalhadores ainda não optem pela greve no momento. No entanto, se a negociação não avançar, a paralisação por tempo indeterminado pode se tornar inevitável. "Não queremos partir direto para uma greve, queremos dialogar mais. Mas se a gente entrar em junho e a prefeitura não apresentar proposta, a gente vai ser jogado para a greve", declarou
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