Rússia rebate acusação sobre ataque contra voo MH17



O governo da Rússia negou nesta sexta-feira (25) que o voo MH17, da Malaysia Airlines, tenha sido derrubado por um míssil que pertencia às forças militares do país, como aponta um relatório de investigadores da Holanda. 


Segundo Moscou, o inquérito não teve participação russa, embora tenha tido integrantes da Ucrânia. "Naturalmente, não tendo a possibilidade de participar plenamente das investigações, a Rússia não sabe até que ponto pode confiar nos resultados deste trabalho", declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov. 

Já o presidente Vladimir Putin afirmou que há "versões diferentes sobre a tragédia que não são levadas em consideração". De acordo com a tese russa, o MH17, que ia de Amsterdã, na Holanda, a Kuala Lumpur, na Malásia, teria sido abatido por um míssil "ar-ar" disparado por um caça ucraniano. 


Já os investigadores australianos e holandeses culpam um míssil "terra-ar" fabricado pela Rússia. O foguete teria sido disparado de um sistema levado para solo ucraniano pouco antes do ataque e que logo depois retornou ao território russo. 

Moscou alega que o número de série presente no propulsor do míssil mostra "inequivocamente" que o armamento foi produzido em 1986, na então União Soviética, e não poderia fazer parte do arsenal russo por causa de sua idade.

O relatório holandês deve motivar a abertura de um processo na Justiça. "A União Europeia pede que a Rússia aceite as próprias responsabilidades e coopere plenamente", declarou a alta representante da UE para Política Externa, Federica Mogherini.

O mesmo discurso foi adotado pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). O Boeing 777 levava 298 pessoas a bordo e caiu no leste da Ucrânia, que é palco de conflitos entre separatistas pró-Rússia e as forças de Kiev, em julho de 2014. (ANSA)
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