Lava Jato: MPF Reitera Necessidade De Nove Doleiros Ficarem Presos.


O Ministério Público Federal (MPF) se opôs aos pedidos de libertação ou prisão domiciliar de nove doleiros alvos da Operação Câmbio, Desligo, da Força-tarefa Lava Jato no Rio de Janeiro. Os habeas corpus em nome de Ernesto Matalon, Francisco Araújo da Costa Júnior, Henri Joseph Tabet, Paulo Aramis Albernaz Cordeiro, Patrícia Matalon Peres, Roberto Rzenzinski e Sergio Mizhray vão ser julgados pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) nesta quarta-feira (6). O MPF na 2ª Região (RJ/ES) expediu pareceres ao Tribunal ressaltando a necessidade da prisão de cada um desses alvos.


O MPF destacou ao TRF2 que as prisões preventivas continuam indispensáveis para garantir o êxito das investigações e que uma substituição da prisão por medidas alternativas seria insuficiente para a garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal. Os doleiros estão entre os investigados por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e associação à organização do ex-governador Sergio Cabral.

“Busca-se, por ora, paralisar uma das atividades-fim da organização: a prática reiterada de evasão de divisas e a ocultação de valores financeiros oriundos de corrupção e sonegação fiscal, além de preservar a regularidade da instrução criminal”, afirmam os procuradores regionais Andréa Bayão, Carlos Aguiar, Mônica de Ré, Neide Cardoso de Oliveira, Rogério Nascimento e Silvana Batini, do MPF na 2ª Região, para os quais é preciso impedir novos atos de ocultação de bens que interfiram nas investigações em andamento. “Os vínculos entre os doleiros os tornam profundos conhecedores da origem e destino de recursos manejados pela organização criminosa. Não há dúvida de que, em liberdade, eles podem interferir na recuperação do produto do crime.

”Em cada um dos nove pareceres, o MPF apresenta uma série de argumentos pela prisão dos doleiros e discorre sobre a movimentação financeira em operações clandestinas de câmbio nos últimos anos. As transações somavam quantias de milhões de reais em períodos diversos – de dezembro de 2010 a abril de 2011, por exemplo, só Paulo Albernaz fez 212 depósitos somando mais de R$ 4,3 milhões.

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