Neymar vive 2º revés em Copa e vê melhor do mundo distante



Neymar não conseguiu ser o protagonista que se esperava nesta Copa do Mundo, a segunda de sua carreira. O jogador, que saiu do Barcelona para o PSG pelo sonho de ser o melhor jogador do mundo, deixa a Rússia após o Brasil cair ainda nas quartas de final.


Em sua segunda eliminação de um Mundial, o atacante volta para casa com dois gols marcados, 23 faltas sofridas e uma assistência. Ele não foi nenhuma vez escolhido para ser capitão e colecionou polêmicas ao longo dos 25 dias em solo russo. Criticado, se irritou com a Globo e usou as redes sociais para responder.

No Mundial passado, quando também era a esperança da conquista do hexacampeonato, Neymar se machucou nas quartas de final contra a Colômbia e não jogou na derrota por 7 a 1 contra a Alemanha, na semi. A Copa do Qatar, em 2022, terá o camisa 10 do Brasil mais velho, com 30 anos de idade.

Neymar passou os três meses antes do Mundial em recuperação de uma lesão no pé direito que o obrigou a realizar procedimento cirúrgico no quinto metatarso, após se machucar em confronto entre PSG e Olympique Marselha.

A CBF concentrou atenções no seu atacante. O médico da confederação, Rodrigo Lasmar, esteve à frente do tratamento do jogador e colaborou no seu processo de recuperação.

Na operação, Neymar teve um parafuso colocado no pé, que serviu para aproximar os fragmentos do osso separados pela fissura para facilitar a cicatrização. Desde então, a comissão técnica dizia que o trabalho que seria feito era ter o craque bem nas oitavas de final.

Depois de 98 dias fora, o jogador voltou a atuar na véspera da Copa, em amistosos contra Croácia (vitória por 2 a 0) e Áustria (triunfo por 3 a 0). Marcou gol nos dois jogos e animou Tite.

Na Rússia, contudo, penou diante da Suíça na estreia, quando sofreu 10 faltas - um recorde de infrações em um mesmo atleta em uma única partida de Copa desde 1998 - e deixou o estádio mancando. Reclamou das pancadas e levou alguns dias para se recuperar.

Também foi mal na segunda partida, diante da Costa Rica. Recebeu cartão amarelo por reclamação, e ainda ficou marcado por ter simulado um pênalti. O árbitro do duelo chegou a marcar, mas logo depois anulou, com auxílio do VAR (árbitro de vídeo). Mesmo com desempenho abaixo do esperado, conseguiu marcar seu primeiro gol da Copa, o segundo da vitória por 2 a 0.

Contra a Sérvia, melhorou e finalizou sete vezes a gol, mais do que nos outros jogos, quando somou seis chutes. Deu a assistência para o gol de Thiago Silva, em cobrança de escanteio, mas não brilhou.

Queixas e simulações marcaram as atuações do atacante. Foi criticado por ex-jogadores estrangeiros, que reclamaram que o brasileiro tentava enganar árbitros e prejudicar rivais.

"É absolutamente patético. Ninguém duvida das suas habilidades, é um jogador magnífico. Ainda assim, é realmente patético quando começa a rolar como se estivesse em agonia. Por que ele acha que precisa fazer isso?", questionou o britânico Alan Shearer.

Veículos de imprensa estrangeiros atacaram o brasileiro. O periódico USA Today afirmou que "Neymar é um constrangimento ao futebol".
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