No ‘Jornal Nacional’, Haddad defende Dilma e joga culpa de crise no PSDB



O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, evitou nesta sexta-feira (14), em entrevista ao Jornal Nacional, fazer uma autocrítica sobre os erros do partido no período em que esteve no governo federal, defendeu os doze anos de administração de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e colocou a culpa da crise iniciada após a reeleição da ex-presidente, em 2014, na “sabotagem” da oposição, principalmente do PSDB.

Haddad foi entrevistado pelo Jornal Nacional duas semanas após o programa da Globo receber em sua bancada os candidatos Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PSL), Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede). O candidato do PT foi ouvido por cerca de 27 minutos, mesmo tempo dos adversários, e teve um minuto extra para falar que Brasil queria para o futuro.



Corrupção

Ao ser questionado por Renata Vasconcellos se não seria o caso de o PT pedir desculpas pelos escândalos em que se envolveu e que desviaram bilhões de reais dos cofres públicos, Haddad afirmou que a gestão petista foi uma das que mais fortaleceram as instituições de combate à corrupção, como a Polícia Federal e o Ministério Público.

Sobre os desvios na Petrobras, disse que os esquemas vêm de tempos remotos, desde a ditadura militar iniciada em 1964. Ele também defendeu as nomeações de Lula para as diretorias das estatais, mas afirmou que não cabe ao presidente acompanhar e se imiscuir no trabalho diário e em cada uma das decisão dos nomeados. O ex-prefeito de São Paulo reconheceu, porém, que as estatais ficaram “desguarnecidas” no período.

Ao ser lembrado por William Bonner que muitos quadros do PT se envolveram ou foram citados nos esquemas, Haddad defendeu a ex-presidente Dilma dizendo que ela não é ré em nenhum processo e que qualquer pessoa pode ser investigada. E citou a própria Globo. “A Rede Globo condena por antecipação e vocês não tratariam dos problemas da Globo como tratam dos nossos”, disse.

Ele também criticou as delações como uma “indústria” usada para diminuir 80% das penas, sem a apresentação de provas, em que o condenado vai para casa gozar de seu patrimônio intacto.

Bonner também citou as nomeações dos presidentes petistas para o poder Judiciário e questionou por que, mesmo com elas, o PT acusa a Justiça de conspiração. Haddad disse que as nomeações comprovam que a sigla não partidarizou o Judiciário e que isso não significa que a Justiça não possa errar.
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