Depoimento de testemunha contradiz versão de suspeito de matar jogador Daniel

Surgiram novos detalhes sobre o assassinato do jogador Daniel Corrêa, do São Bento, de Sorocaba. O crime ocorreu na região metropolitana de Curitiba. Três suspeitos da mesma família estão presos. O inquérito corre em sigilo.
O comerciante Edison Brittes, de 38 anos, confessou ter matado o jogador Daniel Corrêa na madrugada de sexta (26) para sábado (27). Brittes, a filha Allana e a mulher Cristiana estão presos. Segundo Edison Brittes, Daniel estava na casa da família quando tentou estuprar a mulher dele.
“De repente, uns 40 minutos que eles tinham chego eu escuto gritos de socorro. Quando eu me deparo, o Daniel está em cima dela, tentado estuprar a minha mulher. Nesse momento, que eu vi isso, eu saí de mim”, contou Edison Brittes.
Daniel enviou uma foto a um amigo em que aparece ao lado de Cristiana, que aparenta estar dormindo. Daniel diz na mensagem que manteve relação sexual com ela. O advogado da família de Daniel negou a versão de estupro.
“Essa tese que houve tentativa de estupro é uma tese mentirosa, uma tese que não vai prosperar nunca. O que aconteceu foi realmente uma brincadeira infeliz, mas que não merecia uma repreensão ao ponto que chegou”, disse o advogado Nilton Ribeiro.
Edson Brittes disse que agrediu Daniel com a ajuda de amigos. E que depois colocou o jogador no porta-malas do carro. De lá, Brittes diz que foi até o matagal onde o corpo foi encontrado mutilado.
No inquérito, uma testemunha contradiz Brittes. A testemunha afirma que o comerciante tinha questionado onde Daniel estava e que só depois de Brittes entrar na casa é que os gritos começaram.
Ainda de acordo com a testemunha, dois dias depois do crime, Brittes propôs que eles “fechassem um elo”, e que, se alguém falasse algo, ele saberia. A testemunha disse que entendeu a fala como uma ameaça.

Na decisão que determinou as prisões, o juiz diz que há indícios de que Edison, Cristiana e Allana atuaram ameaçando e coagindo testemunhas a apresentar versão uniforme. Para o juiz, se as duas permanecessem em liberdade, poderia haver comprometimento de provas testemunhais.
Em uma conversa de WhatsApp de segunda-feira (29), um dia depois do corpo ser identificado, uma tia de Daniel pergunta a Allana se não houve nenhuma briga. E Allana responde: "Claro que não, imagina! Era a minha casa". Em seguida, diz que Daniel deu tchau, se levantou e foi embora. A conversa também é parte do inquérito.
O advogado da família Brittes, Cláudio Dalledone Júnior, afirmou em nota que não vai comentar as declarações da testemunha. Ele disse também que o comportamento de Alana Brittes, na troca de mensagens com a mãe do jogador Daniel, foi uma atitude impensada e desesperada, e ainda que Edison Brittes se apresentou espontaneamente à polícia e está auxiliando nas investigações.

Fonte: Jornal Nacional
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