Adversários definem estratégia anti-Renan para votação no Senado



Os sete candidatos adversários de Renan Calheiros (MDB-AL) na disputa pela Presidência do Senado se reuniram, no início da noite desta segunda-feira, 28, e definiram estratégias conjuntas para o dia da eleição na Casa, marcada para o dia 1.º de fevereiro. No encontro, em um hotel em Brasília, eles combinaram que vão apoiar que a sessão preparatória seja presidida pelo senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), com o objetivo de garantir o voto aberto e a possibilidade de vitória apenas por maioria simples, duas medidas consideradas “anti-Renan”. A iniciativa da reunião partiu do senador Eduardo Girão (PROS-CE), que conseguiu juntar na mesma mesa os senadores Tasso Jereissati (PSDB-CE), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Alvaro Dias (Pode-PR), Esperidião Amin (PP-SC), Simone Tebet (MDB-MS), Major Olímpio (PSL-SP) e Angelo Coronel (PSD-BA). No local, foi discutido que, possivelmente, a primeira questão de ordem a ser enfrentada na sessão será justamente o questionamento sobre Alcolumbre poder comandar os trabalhos preparatórios, mesmo sendo candidato. Todos combinaram defender que sim, para que o democrata possa permitir a votação nominal de outras duas questões relevantes: o voto aberto e a vitória por maioria simples. No caso do voto aberto, ficou definido que Alcolumbre vai aceitar questões de ordem sobre o assunto e, caso alguém recorra da decisão, o tema será aberto para discussão em Plenário com votação nominal, o que significa que aparecerá no painel quem votou contra e quem votou a favor. A avaliação é que, desta forma, Renan terá dificuldades de conseguir garantir os votos necessários. No comando da sessão, o senador do DEM também terá apoio dos outros candidatos para derrubar questões de ordem, de aliados de Renan, que visem mudar a quantidade de votos necessários para a vitória. Isso porque o senador alagoano defende a tese de que, devido à quantidade de candidatos, deveria ser eleito em primeiro turno o parlamentar que atingir a maior quantidade de votos na sessão e não a “maioria simples”, ou seja, 41 votos. Caso alguém recorra da decisão, o tema será encaminhado novamente, pelo presidente da sessão, para votação em Plenário. Alcolumbre então vai decidir que o assunto será apreciado em outra votação nominal, com painel aberto. Assim cada senador terá que deixar a digital na disputa, o que também dificultaria para o senador alagoano. Além disso, os senadores combinaram um novo encontro, para quinta-feira, 31, quando o MDB possivelmente já terá decidido pela indicação de Renan ou Simone para a disputa. Assim, a ideia é reavaliar o cenário da eleição e tentar um acordo para que o grupo se unifique em torno de uma única candidatura contra o alagoano.

Estadão
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