Trabalho De ONG Tira Da Cadeia Presos Por Crimes Que Não Cometeram.


Enquanto o borracheiro Antônio Cláudio Barbosa de Castro, de 35 anos, cumpria pena por um crime que não cometera, o suspeito de uma série de estupros em Fortaleza fazia novas vítimas — um tipo de erro judiciário que produz o efeito duplamente deletério de manter preso um inocente e deixar um bandido à solta. A falha foi corrigida no dia 29 de julho, quando o Tribunal de Justiça do Ceará reconheceu a inocência de Castro, que ficou cinco anos no cárcere, acusado de ser um maníaco que abordava mulheres em ruas ermas, quase sempre com uma faca. Pesava contra ele o depoimento de apenas uma das oito vítimas em um inquérito que nem foi conclusivo em apontar sua culpa. A repetição de crimes com as mesmas características em 2015 e 2016 serviu para ligar o alerta de que uma injustiça estava em curso. O fundamental para os juízes foi uma prova que não havia sido examinada: segundo imagens obtidas por duas inspetoras de polícia, o estuprador tem 1,84 metro, 24 centímetros a mais que Castro.

A sorte do borracheiro começou a mudar quando seu caso foi encaminhado pela ex-namorada ao braço brasileiro da ONG Innocence Project, que surgiu em Nova York em 1992 e já levou à absolvição de mais de 530 pessoas nos Estados Unidos e em outros treze países. O caso mais famoso é o de Steven Avery, documentado na série Making a Murderer, da Netflix — ele ficou dezoito anos preso por um estupro que não cometera.
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