Juiz Que Autorizou Censura Na Bienal Já Disse Que Gays São Doentes.



RIO DE JANEIRO, RJ, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Claudio de Mello Tavares, é reincidente em declarações contrárias à comunidade LGBTI.


Ele é o desembargador responsável por derrubar, neste sábado (7), a liminar que impedia a Prefeitura do Rio de censurar livros na Bienal do Livro. As decisões judiciais seguem uma recomendação do prefeito Marcelo Crivella para tirar de circulação a HQ "Vingadores - A Cruzada das Crianças". O título traz uma imagem de dois homens se beijando, completamente vestidos.

Dez anos atrás, Tavares disse que "não se pode negar aos cidadãos heterossexuais o direito de, com base em sua fé religiosa ou em outros princípios éticos e morais, entenderem que a homossexualidade é um desvio de comportamento, uma doença, ou seja, algo que cause mal à pessoa humana e à sociedade, devendo ser reprimida e tratada e não divulgada e apoiada pela sociedade". 

Ele julgava uma ação popular que questionava estado e município do Rio por destinarem recursos à Parada do Orgulho Gay de 2002. Acabou negando o pedido, mas sua oratória irritou defensores de direitos do segmento.

Na decisão judicial de 1º de abril de 2009, o desembargador usou várias vezes o termo "homossexualismo", que grupos LGBTI refutam por carregar em si uma conotação pejorativa de doença, para se referir à homossexualidade.
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