Brasileiros impedidos de sair do Peru relatam falta de apoio do Brasil



Dezenas de brasileiros impedidos de deixar o Peru relatam ação do Exército peruano contra cidadãos brasileiros no Aeroporto Internacional Jorge Chávez, em Lima, e falta de suporte do Itamaraty após o governo Martín Viszarra decretar quarentena e o fechamento de fronteiras do país no domingo, 15, após o avanço do novo coronavírus.


O grupo de mais de 60 turistas se encontra, em sua maioria, em Lima e Cuzco, mas há também brasileiros em Chicama, no Norte do Peru.

A falta de apoio foi vista pelo administrador de empresas Éderson Oliveira, 33 anos, de Salvador. Ele afirma que chegou ao aeroporto pela manhã para remarcar para hoje seu retorno ao Brasil. A viagem inicialmente estava programada para o dia 24. Segundo ele, no início da tarde o exército peruano entrou no terminal solicitando a saída de todos os passageiros sem bilhetes marcados para esta segunda, 16.

"O Exército entrou no aeroporto e mandou que todos saíssem, todos que não tivessem passagem para hoje. O pessoal da companhia aérea fechou o guichê, não deu qualquer suporte", afirma Oliveira, que seguiu para a embaixada brasileira em Lima, no bairro turístico de Miraflores. "Não conseguimos falar com nenhum representante e não houve nenhum tipo de apoio. Não pegaram nosso telefone e nem perguntaram se queríamos uma água, se precisávamos de algum tipo de apoio".

"Deixaram nós, cidadãos brasileiros, a mercê da situação e a gente não sabe o que fazer", afirma.

A quarentena obrigatória e o fechamento das fronteiras no Peru foram decretadas no domingo, 15, após o país registrar 28 novos casos de infecção pelo novo coronavírus em apenas um dia. A determinação é válida até o dia 30 de março. Ao todo, 71 casos confirmados da doença foram registrados no país vizinho.

A medida permite às Forças Armadas e à polícia atuar para manter a ordem pública e impedir a aglomeração de pessoas ruas. Apenas farmácias, bancos e mercados de alimentos permanecerão abertos.

De acordo com o governo peruano, as Forças Armadas e a polícia ajudarão a manter a ordem pública, impedindo aglomeração de pessoas. Apenas farmácias, bancos e mercados de alimentos e produtos essenciais estarão abertos. Empresas áreas afirmam que enfrentam dificuldades em entrar e sair do País desde que o decreto presidencial entrou em vigor.
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