Como somos insignificantes


Acordei hoje me sentindo impotente e imaginando o quanto somos insignificantes, pois basta um dia de trabalho pesado e chegamos exaustos em casa sem forças para nada; basta algumas horas sem um bom banho e o cheirinho bate. Quando vamos fazer o número um ou o número dois, nos tornamos iguais em qualquer parte do mundo (em pé ou de cócoras), e isso independe da nossa cor, classe social, religião ou local onde nascemos ou vivemos. Mas, mesmo assim, diariamente nos achamos melhor que o nosso semelhante.
Somos aproximadamente 8 bilhões de seres humanos, cada um montado no seu ego, julgando o próximo e apontando suas falhas. Nos achamos os donos da razão, e a necessidade de ganhar, vencer e prosperar ultrapassa os limites da indecência. Não importa quem vai sofrer ou o que vai acontecer, simplesmente queremos acumular, mesmo sabendo que não levaremos nada material dessa vida.
Guerras são feitas. Vidas são perdidas. O planeta vem sendo destruído em prol da ganância de alguns, por uma riqueza que compra tudo, menos a felicidade plena. Vivemos em um mundo desigual, onde a maioria nada tem e uma minoria acumula tudo. Onde a fome mata mais que qualquer vírus e a hipocrisia reina nos corações alheios.
Até hoje eu não consigo entender qual a parte do “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei” não ficou claro. Será preciso que Ele desenhe no céu para que todos entendam?
Precisamos deixar a nossa razão de lado. Nossa prepotência de lado. Nossa arrogância de lado. Nosso ódio pelo próximo de lado e amar verdadeiramente, assim como Ele nos amou e nos ama.
Percebem agora o quanto somos insignificantes?
Um simples vírus, invisível ao olho humano. Um ‘serzinho’ microscópico está nos mostrando que nada somos. Que só seremos a imagem e a semelhança Dele quando tivermos o dom de amar e perdoar o próximo como Ele (na cruz) perdoou.
Estamos no primeiro estágio dessa pandemia. Não queiram imaginar - e muito menos viver - o próximo estágio dessa tragédia anunciada. Vamos deixar o nosso querer de lado e seguir a cartilha, ficando em casa, nos mantendo distante de aglomerações. Quanto menos contato humano, menor a propagação da doença.
Que esse momento nos sirva de lição. Que sejamos mais humanos e menos dinheiro. Vamos aproveitar esse momento sabático para fazer uma análise do que somos e como vivemos e tratamos o nosso semelhante. Sou Cristão e por isso uso Deus como base. Vale o conselho para quem tem outra religião. Procure e converse com o seu Deus. Peço que vocês usem esse momento para conversar mais com Ele. Arrume a sua casa. Reveja e faça uma autocrítica. Precisamos melhorar como seres humanos. Esse é o momento!
Deus no comando hoje e sempre!
Arnold Coelho
Morador de Ibicaraí, Cristão e usuário de Álcool Gel
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