Após reabrir comércio, Feira de Santana tem 105% de aumento nos casos de covid-19


Levantamento foi feito por pesquisadores; prefeito rebate


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Feira de Santana teve um aumento considerável de casos desde que decidiu flexibilizar o funcionamento do seu comércio, permitindo o funcionamento de estabelecimentos de até 200 metros quadrados. As informações são de uma pesquisa realizada por pesquisadores do Instituto Federal da Bahia (Ifba), da Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufob) e voluntários do CoronaVidas.net.

O estudo aponta que a cidade feirense apresentou um crescimento de 105% no número de infectados no intervalo entre o dia 21 de abril, quando houve relaxamento da medida, e a última sexta-feira (8).


No início da reabertura parcial do comércio, Feira tinha 58 infectados e, na última sexta, o número saltou para 119. 

Ainda de acordo com os pesquisadores, na primeira semana após a reabertura do comércio foi quando houve maior registro de contaminados. Antes, a cidade registrava uma média de três casos por dia e, na semana seguinte, sse número subiu para 19 notificações em apenas 24 horas.


Na avaliação dos pesquisadores, a abertura de parte do comércio foi o principal motivo para esse aumento e já adiantam: a previsão é de que se tenha um aumento mais significativo nos próximos dez dias.

Isso é justificado pela curva de contaminação atual da cidade. Sem que haja uma medida mais dura de isolamento, a tendência é que esse número suba.


Diante dos número apresentados, o prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins negou que a flexibilização do comércio seja o fator responsável pelo avanço acelerado da doença na cidade.

“Esses dados mostrados por uma pesquisa, que é bem específica, direcionada, é bom que se coloque que foi feita sem avaliar muitas situações. No dia 20 de abril o governo do estado começou a pagar benefícios para 60 mil famílias de Feira de Santana. Estudantes foram para supermercados pegar a cesta básica. Isso ocorreu até semana passada. No dia 22 de abril, o governo federal começou a pagar o auxílio emergencial. A maior aglomeração não foi o comércio, foi a fila na Caixa Econômica. Tivemos transmissão comunitária. O número de aumento de casos é previsto. A Universidade de Feira de Santana projetava 200 casos para essa semana, mas não chegamos a esse número”, declarou Colbert Martins.

“Estamos flexibilizando há um bom tempo. É bom colocar o gráfico e dizer que está subindo, mas está subindo na Bahia inteira. Qual era a opção? Fechar a Caixa? Proibir famílias de pegar a cesta básica do governo?”, completou o prefeito.


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