Polícia espanhola prende suspeito de planejar ataque terrorista



A polícia espanhola anunciou hoje a detenção de um cidadão marroquino suspeito de planejar um ataque terrorista durante a atual crise da covid-19 em nome do grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI).


A Guarda Civil espanhola revelou que a detenção aconteceu em Barcelona, capital da região da Catalunha, e que teve a ajuda do FBI (polícia federal dos Estados Unidos) e das forças de segurança do Reino de Marrocos.

A força de segurança espanhola acrescentou que estava vigiando o suspeito há quatro anos, mas que o seu "processo de radicalização" tinha sido acelerado recentemente, durante o confinamento social na Espanha, que começou em 15 de março, para controlar o surto da covid-19.

O detido vai ser ouvido na próxima segunda-feira por um juiz da Audiência Nacional, um tribunal especial que trata dos casos de especial importância, como delitos contra a Coroa ou membros de Governos ou delitos de crime organizado (terrorismo, narcotráfico ou falsificação de moeda, entre outros).

O magistrado irá decidir nessa audiência se o detido deve ser enviado para a prisão num caso que foi declarado como devendo ser tratado de forma reservada, segundo fontes jurídicas citadas pela agência Efe.

Os investigadores suspeitavam que o homem detido tinha sido influenciado pelos apelos feitos pelo EI para que os seus seguidores realizarem ataques nos seus países de residência.

A Guarda Civil afirmou que o suspeito tinha feito "declarações públicas" da sua lealdade à organização 'jihadista' e do seu ódio aos países ocidentais nas redes sociais.

Os investigadores temiam que ele estivesse planejando um ataque, talvez com uma faca ou com um veículo, em Barcelona, depois de o terem observado a quebrar as regras de confinamento do novo coronavírus para se deslocar pela cidade, possivelmente à procura de um alvo.

Desde que o alerta antiterrorista aumentou para o nível quatro em Espanha, em 26 de junho de 2015, a Guarda Civil reforçou os mecanismos e a investigação de ameaças terroristas, especialmente em pessoas envolvidas em processos de radicalização que podiam levar à sua deslocação para zona de conflitos armados ou à prática de atentados nos seus países de residência.

Este reforço também foi intensificado desde a declaração do estado de emergência em 14 de março último, perante a possibilidade do EI, ou outra organização terrorista, poder tirar partido do cenário sanitário para multiplicar os efeitos de um atentado.

A Espanha é um dos países mais atingidos pela covid-19, que a nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, já provocou cerca de 267 mil mortos e infetou mais de 3,8 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

O país registrou, nas últimas 24 horas, 229 mortes devido à pandemia de covid-19, uma ligeira subida em relação aos 213 de quinta-feira, havendo até agora um total de 26.299 óbitos, segundo as autoridades sanitárias.

De acordo com o Ministério da Saúde espanhol, há 1.095 novos casos positivos, um número que apesar de superior ao de quinta-feira, mantém a tendência de redução dos últimos dias, elevando para 222.857 o total de infectados confirmados pelo teste PCR, o mais fiável na detecção do vírus.
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