Quase 50 migrantes morrem em naufrágio entre Tunísia e Itália




Perto de 50 pessoas, na maioria mulheres, morreram após o naufrágio de uma embarcação que os transportava da Tunísia para Itália, segundo um novo balanço divulgado hoje pelo Ministério da Defesa tunisino.


De acordo com a AFP, o alerta às autoridades foi dado por pescadores na terça-feira, que descobriram os corpos a flutuar ao largo das ilhas Kerkennah.

A embarcação clandestina teria saído da Tunísia na semana passada e levaria 53 pessoas a bordo.

Segundo os meios de comunicação, os migrantes de vários países de África abandonaram a costa da Tunísia no dia 04 de junho, em direção à ilha vizinha de Lampedusa, tendo navegado à deriva durante dias.

As autoridades locais abriram uma investigação para esclarecer os fatos, sem acrescentar mais detalhes. A ilha italiana de Lampedusa fica a apenas 200 quilômetros de distância da costa africana.

"Esta tragédia é a consequência inevitável da política migratória restritiva da União Europeia", apontou a organização não governamental Fórum dos direitos econômicos e sociais.

Os embarques clandestinos a partir das costas da Tunísia aumentaram 156% entre janeiro e o fim de abril, comparado com o mesmo período do ano passado, indicou à AFP o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

Os navios humanitários de resgate a migrantes que tentam atravessar o mar Mediterrâneo para chegar à Europa começaram agora a regressar às águas, após três meses de ausência devido à pandemia de covid-19.

O barco 'Mare Jonio' da organização não-governamental (ONG) italiana 'Mediterranea Saving Humans' saiu na noite de terça-feira do porto de Trapani, na Sicília, para a sua oitava missão de resgate, informou na quarta-feira a organização em comunicado, citada pela agência EFE.

Desde 05 de junho que também já está na região o barco da ONG alemã 'Sea Watch'.

"Nos últimos meses, o Mediterrâneo tem sido um deserto de humanidade, e onde ocorreram terríveis violações. Agora voltamos a fazer cumprir as convenções internacionais e a constituição que os Governos violam", explicou a porta-voz da organização em Itália, Giorgia Linardi.

A chegada de migrantes à Europa continuou incessantemente durante os últimos meses e, devido ao encerramento de portos por causa da pandemia, a Itália disponibilizou um barco de transporte de passageiros para que aqueles que chegassem às suas margens pudessem passar o período de quarentena lá.
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