Gavião registra 1º caso de Covid-19 após quase 5 meses; infectada está em Capim Grosso


O município de Gavião, localizado na Bacia do Jacuípe, confirmou, na última segunda-feira (27), seu primeiro caso de contaminação pelo novo coronavírus. A confirmação ocorreu 4 meses e 21 dias depois do primeiro registro da Covid-19 no estado, datado do dia 6 de março, em Feira de Santana, distante apenas 125 km da cidade gavionense.

 

Ainda assim, conforme avaliação da prefeitura, tudo indica que a contaminação não ocorreu em Gavião. O caso trata-se de uma técnica de enfermagem, de 36 anos, que trabalha na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Capim Grosso, também na Bacia do Jacuípe. O exame que confirmou o diagnóstico da Covid-19 foi realizado nos limites do município capim-grossense, de onde a profissional de saúde não saiu desde o resultado positivo e está cumprindo isolamento social.

 

A Vigilância Epidemiológica de Gavião realizou testes rápidos em parte dos contatos da técnica de enfermagem, que também trabalha na Unidade Básica de Saúde (UBS) do município. Todos tiveram resultado negativo. Os familiares ainda não foram testados, visto que a prefeitura aguarda o cumprimento de um prazo mínimo para manifestação do vírus. Já na UPA de Capim Grosso, colegas de trabalho foram diagnosticados com a Covid-19.

 

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, Gavião não possui nenhum casos suspeito de contaminação pelo novo coronavírus. Para Diana Santos de Moura, coordenadora da Vigilância Epidemiológica do município, o fato justifica-se por tratar-se de uma cidade pequena, sem grande comércio.

 

“Uma cidade com 4.740 habitantes, não tem ninguém que eu não conheça. O cuidado passa a ser diferenciado em relação ao cuidado de uma cidade grande, em que as pessoas não se conhecem. Porque as pessoas passam a se achar no direito de cobrar, mesmo que o outro não venha a cumprir”, analisou Diana.

 

A coordenadora também falou das medidas que a prefeitura tomou para evitar a proliferação do vírus, como o fechamento, por um certo período, de barracas na rodovia e a campanha pelo uso de máscaras. “A gente pôde observar que os caminhoneiros passaram a ter cuidado. Porque não existe hoje um remédio eficaz contra a Covid-19. O remédio se chama máscara, álcool gel e distanciamento”, disse Diana.

 

“O profissional de saúde se contamina porque ele começa a querer ter o mesmo comportamento que tinha antes. Ir para o refeitório com o colega. Se o colega estiver contaminado, vai contaminar tudo. Eles querem manter os padrões de antes. Quando deixam o atendimento, querem ficar de papinho, na mesma sala, sem manter o distanciamento”, avaliou a coordenadora.

 

Os números de isolamento social em Gavião, entretanto, não são altos. Por isso, a prefeitura tem utilizado de decretos para estabelecer medidas restritivas, como o lockdown, já determinado duas vezes durante a pandemia. Ainda hoje, apenas serviços considerados essenciais estão abertos e só é permitida a entrada de duas pessoas por vez nos mercados do município.

 

O único caso confirmado de Covid-19 em um morador de Gavião ainda não consta no boletim epidemiológico atualizado diariamente pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesab).


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