Matéria do Fantástico aponta os riscos do retorno às aulas. Fiocruz é contra e aponta que retorno coloca em risco a vida de 9,3 milhões de pessoas



Governos e autoridades na área da saúde e da educação em todo o país vêm discutindo o retorno às aulas. Mesmo com as medidas de segurança que devem ser adotadas, o assunto está gerando discussão. Como evitar novas ondas de contaminação? É o momento certo de retomar o contato entre alunos, professores e funcionários? Na maioria das capitais ainda não há dia certo pra volta às aulas nas escolas públicas, que costumam ter realidades bem distintas de infraestrutura e de recursos financeiros na comparação com os colégios particulares. Mas, mesmo escolas com condições privilegiadas, vão ter que passar por um período de adaptação.
Matéria exibida no Fantástico deste domingo (26/07), apresenta estudos e aborda os riscos de nova onda de contaminação caso o retorno às aulas aconteça neste momento. Na matéria, a Fiocruz se apresentou contra o retorno alertando sobre a contaminação dos familiares de alunos, pessoas idosas e com comorbidade. Heleno Araújo, da CNTE também é contra a reabertura e alerta sobre o grande risco de novas contaminações entre funcionários e professores. 

A APLB-Sindicato tem reafirmado posição contrária sobre a decisão de reabrir as unidades de ensino e que o sindicato pretende recorrer à Justiça, caso governo estadual e prefeituras liberem as aulas. A entidade propõe também a união dos anos letivos de 2020 e 2021. “Começa agora a investida do grande capital para a reabertura das escolas das redes, pública e privada. Aqui em Salvador, o secretário de Educação prevê a volta às aulas no mês de setembro. A rede privada está querendo voltar em agosto. Nós não temos a mínima condição de retomar às aulas presenciais. A taxa de contaminação está se alastrando em nosso estado e ainda não atingimos o pico. Tal medida seria um genocídio. É um absurdo priorizar o mercado em detrimento da vida. A APLB vai lutar até o fim para que a reabertura das escolas seja feita no tempo certo, de forma segura, sem risco para nossos estudantes e trabalhadores da Educação”, enfatiza Rui Oliveira, coordenador-geral da APLB-Sindicato.

“Conteúdos se repõem. Vidas, não”, destaca Rui ao enfatizar que o risco de contaminação ainda é grande para uma possível reabertura das escolas, neste momento, em que a vacina contra o coronavírus ainda não foi aprovada/distribuída. 

Veja AQUI a matéria completa exibida pelo Fantástico.
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