Polícia Civil da Bahia vai fazer a reconstituição da morte do miliciano Adriano da Nóbrega



A Polícia Civil da Bahia vai fazer uma reconstituição da morte do miliciano Adriano da Nóbrega, na cidade de Esplanada, onde aconteceu o crime. Policiais envolvidos na operação que terminou com a morte do ex-capitão do Bope do Rio de Janeiro serão convocados para participar da reprodução simulada. 



O objetivo da reconstituição é para confrontar com a versão dada pelos policiais, que alegam que Adriano da Nóbrega teria reagido a prisão e atirado contra os militares, segundo apuração da CNN Brasil.



Por conta da pandemia do novo coronavírus, o inquérito que investiga as circunstâncias da morte do miliciano ainda não tem data para ser concluído. O Ministério Público concluiu a perícia nos celulares encontrados com ele e as informações coletadas estão em segredo de justiça.



A morte de Adriano da Nóbrega aconteceu em fevereiro desde ano e desde então, a secretaria de segurança pública da Bahia não conseguiu ainda descobrir o que de fato aconteceu na cena do crime - a fazenda Palmeiras pertence a Gilson batista Lima Neto, vereador do PSL, conhecido como Gilsinho da Dedé.



“A investigação segue sob sigilo. Vamos fazer uma reprodução simulada, mas pós pandemia. Temos a versão dos policiais do confronto e a reprodução simulada confirmará ou não. Temos que esperar para evitar aglomeração de policiais”, disse a SSP à CNN.



O Ministério Público da Bahia que também investiga o caso disse que por conta do isolamento social decorrente da pandemia, foi formado um grupo de promotores para acompanhar as investigações.



“O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) informa que, por meio de um Procedimento Investigatório Criminal, está envidando todos os esforços para produzir as provas necessárias ao esclarecimento dos fatos, mesmo em meio ao isolamento social e às adversidades impostas pela pandemia. Para tanto, designou-se um grupo de Promotores de Justiça que está atentamente acompanhando o caso”, respondeu o MPBA à CNN.



No dia da operação em que o miliciano foi morto, a polícia encontrou 13 celulares. Os equipamentos foram encaminhados ao Ministério Público do Rio de Janeiro para uma perícia e busca por provas que ajudem a explicar o envolvimento dele com a milícia e com o suposto esquema de ‘rachadinha’, do gabinete do senador Flávio Bolsonaro.



O Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado – GAECO do Ministério Público do Rio de Janeiro disse à CNN “que os celulares que pertenciam a Adriano da Nóbrega já foram periciados. Por ordem judicial o caso está sob sigilo, razão pela qual o conteúdo não poderá ser divulgado”.
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